Faz-se mister estatuir a bobagem em que constitui tal “brocardo”, por assim dizer.
Provavelmente é uma das mais comuns filosofias de boteco que circulam na boca das pessoas.
Sim, é uma falsidade.
Por quê?
Vejamos.
Sou uma pessoa sozinha.
Às vezes, gostaria de um bichano
para me fazer companhia.
Se efêmero chega
assim há de partir;
é flâmula leda
a se extingüir.
O amor é uma companhia
cujo laboroso cultivo
serve tão-só de guia
a novos motivos.
Isso mesmo. Quem mora em São Paulo [estado] tem apenas alguns poucos dias para me visitar ou coisa do gênero.
Vou mudar pra Brasília.
Não gosto de Brasília, cidade arquitetonicamente ridícula, não se faz nada sem carro, quente, seca, cara et cetera.
O poema a seguir possui esquemas de rima um tanto incomuns. Além das tradicionais rimas intercaladas ao fim de cada estrofe, quatro das cinco estrofes do poema possuem rimas em suas primeiras partes que seguem esquema diferente. Para melhor explicitar o que rima com o que, serão adicionados determinados “elementos explicitadores, so to speak. Isso deve ajudar o leitor a melhor compreender onde há rima.
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Mote:
“Seasons come, just like the summer rain [Estações vêm, tal qual chura de verão]
Seasons change, and go away again [Estações mudam, e vão-se embora novamente]
-After Summer We Fall, TriORE.
No dia primogênito do Inverno, do Outono último
o que cessa será eterno como a dança
na neve; a bebida é um brinde e um cântigo
à andança tida por este que ao frio nos lança.
O primeiro post do blog foi re-escrito. Erros foram corrigidos para tornar o texto mais agradável. O post, porém, manteve sua substância.
Neste campo longo, -
e longo enquanto campo,
não enquanto outra coisa
[digo, uma coisa que faça do campo roça
ou cidade] -
sob júbilo de um sol manso,
hei de construir uma casa
modesta.
Ali viverei
só
e distante;
os dias a passar…
e passam pois são dias
de luzes que pintarão
de dourado e prateado
as páginas de meus livros.
Meu violino
é frívolo;
como um sino
redunda tolo.
Minha arte
é um despojo,
dolor estandarte
em meu bojo.
Algumas melodias
dão a harmônia
de que carecia
minha mente sincera
cuja paixão mera
nem sombra é do que era.
É assim
que, em mim,
reitera, sem fim,
A me lamentar por não mais ter uma pessoa ao dispor de meu amor, nunca cogitei a hipótese que estarei tentando expor no seguinte texto.
Não te tenho, e é realmente doloroso. E por ser doloroso é algo que me compele, como ser humano, a toda sorte de pensamento ruim. Nada novo, já reiterei isso nesse blog.
O que resta, então?
Resta a cinza. Digo, o esboroado concreto do que eram meus sonhos. Eu pego esses estilhacinhos vez ou outra na minha mente para me divertir. É assim que eu posso ter o toque de que careço ou o beijo gostoso e quente nos lábios rosas que me sorriam logo após os mesmos; também o corpo que colava no meu e suava apertando meu corpo contra si clamando por mais e, outrossim, o sexo que era feito com mais paixão e desejo que qualquer outro nesse mundo, ou assim afirmam aqueles que amam, amam puramente, como te amei, digo.
Então é com essas lembranças que me vejo obrigado a sonhar. Recentemente, contudo, venho me esgueirando propenso à inação. E isso creio que se dá por conta dos escritos de Pessoa na figura de Bernardo Soares que é manifestadamente um homem de inação como o mesmo se diz.
