Beleza ao acaso,
rei da desgraça,
do sentir baço…
da glória sem jaça!
Por hoje definamos
assim, amanhã
sabem os amos!
Q’hoje tornam a sã
mente em caos
que a paixão abençoa.
Mexem-se os paus
e torna a proa
a outra beleza
que eu, quiçá, amaria.
Mas, sem ti, a profundeza
ou a calmaria
são as opções…
e eternos diapasões!
_____
Que mulher é aquela, santo deus.
O acaso me aparece com uma dessas de vez em quando. E o queixo cai, o coração palpita e tudo mais fisiológico.
Mas aí é também o acaso o rei da inexistente relação. É a lei da efemeridade que dita a natureza temporal da epifania a que me refiro.
E vai-te com os ventos que eu fico aqui, onde sempre estive. O silêncio não é tão ruim assim.



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