Eis os reis! Cores
que não mais recordamos
Os vemos, podres…
e nos enganamos!
Azul que era
fez-se rubro num repente.
A força que degenera
reputa-o semente.
As velhas bandeiras tinge,
as hasteia entre o povo;
ora troça, ora finge
que não é sangue, de novo.
Vermelhos, donos de si!
Na mão a cor dos panos!
Anseio de liberdade a nutrir
os futuros tiranos.
_____
Um poema baseado na visão platônica de sistemas de governo. Coloca a cidade governada por um rei como a mais feliz enquanto a tirania, que nasce da democracia, da impudicícia, do desejo de liberdade levado às últimas conseqüências, é o mais miserável sistema de governo e a mais infeliz cidade.
Alie-se isso à visão que se tem dos monarcas hoje em dia os seres incautos, bem pintada ficou pelas revoluções, e eis o poema.



Deixe um comentário
Feed de comentários deste artigo